domingo, 21 de fevereiro de 2016

Ética Profissional



1ª. Apostila – Disciplina Ética e Postura Profissional – Porf. Adalberto – 2º Semestre Letivo 2014
O que é Ética Profissional:
Ética profissional é o conjunto de normas éticas que formam a consciência do profissional e representam imperativos de sua conduta.
Ética é uma palavra de origem grega (éthos), que significa propriedade do caráter. Ser ético é agir dentro dos padrões convencionais, é proceder bem, é não prejudicar o próximo. Ser ético é cumprir os valores estabelecidos pela sociedade em que se vive.
Ter ética profissional é o indivíduo cumprir com todas as atividades de sua profissão, seguindo os princípios determinados pela sociedade e pelo seu grupo de trabalho.
Cada profissão tem o seu próprio código de ética, que pode variar ligeiramente, graças a diferentes áreas de atuação. No entanto, há elementos da ética profissional que são universais e por isso aplicáveis a qualquer atividade profissional, como a honestidade, responsabilidade, competência, etc.
Código de Ética Profissional
Código de ética profissional é o conjunto de normas éticas, que devem ser seguidas pelos profissionais no exercício de seu trabalho.
O código de ética profissional é elaborado pelos Conselhos, que representam e fiscalizam o exercício da profissão.
O código de ética médica em seu texto descreve: "O presente código contém as normas éticas que devem ser seguidas pelos médicos no exercício da profissão, independentemente da função ou cargo que ocupem. A fiscalização do cumprimento das normas estabelecidas neste código é atribuição dos Conselhos de Medicina, das Comissões de Ética, das autoridades de saúde e dos médicos em geral. Os infratores do presente Código, sujeitar-se-ão às penas disciplinares previstas em lei."
http://www.significados.com.br/etica-profissional/
Questionário:
1 – O Que ética? 2 – O que ética profissional? 3 – O que significa o Código de Ética Profissional? 4 – O que é e qual a função de um Conselho de Ética Profissional? 5 - Para você, a ética varia de época em época? Fundamente a sua resposta. 6 – Exemplifique alguns princípios universais éticos. 7 – Faça uma entrevista com algum profissional de sua área sobre essas questões e apresente em sala de aula como seminário.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

1a. Apostila Disciplina: Filosofia, Ética e Direito do Trabalho



1ª. APOSTILA – FILOSOFIA, ÉTICA E DIREITO DO TRABALHO – Professor Adalberto – 2016
                Para ingressarmos em uma disciplina, temos que delimitar o significado e alcance de cada termo que envolve a sua denominação em comparação com outros necessários para a devida diferenciação. A expressão DIREITO DO TRABALHO será analisada posteriormente.               Assim sendo, analisar-se-ão os seguintes temas:
a)      Ciência – Pode ser interpretado de duas formas: em sentido amplo, ciência refere-se a qualquer conhecimento ou prática sistemática. Em sentido mais restrito, ciência refere-se a um sistema de adquirir conhecimento baseado em um método específico, devidamente organizado, baseado em uma sequência de procedimentos envolvendo a observação do fenômeno, anotação de dados, a interpretação dos resultados, busca de hipóteses, prática da comprovação dessas hipóteses, a teoria e conclusão. A esse método chama-se método científico. (Com modificações do pesquisado em:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia).
b)      Filosofia – Filosofia é o estudo de problemas fundamentais relacionados à existência, ao conhecimento, à verdade, aos valores morais e estéticos, à mente e à linguagem. Ao abordar esses problemas, a filosofia se distingue da mitologia e da religião por sua ênfase em argumentos racionais; por outro lado, a filosofia se diferencia das pesquisas científicas por geralmente recorrer a métodos próprios nas suas investigações, como a análise conceptual, as experiências de pensamento, a argumentação lógica e outros. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia - com modificações). Fundamentalmente, a filosofia busca entender o homem em si mesmo, o porquê das coisas existentes, refletindo sobre tudo, usando a mente, o raciocínio lógico. É simplesmente questionar e tentar explicar o ser humano como espécie pensante, tudo buscando a felicidade, a plenitude da vida. ”Ao contrário da religião, que se estabelece entre outras coisas sobre textos sagrados e sobre a tradição, a filosofia recorre apenas à razão para estabelecer certas teses e refutar outras. Como já mencionado acima a filosofia não admite dogmas (pontos fundamentais e indiscutíveis de uma doutrina). Não há, em princípio, crenças que não estejam sujeitas ao exame crítico da filosofia. Disso não decorre um conflito irreconciliável entre a filosofia e a religião. Há filósofos que argumentam em favor de teses próprias às religiões, como, por exemplo, a existência de Deus e a imortalidade da alma. Mas um argumento propriamente filosófico em favor da imortalidade da alma apresentará como garantias apenas as suas próprias razões: ele apelará somente ao assentimento racional, jamais à fé ou à obediência. A diferença entre a filosofia e a religião também se assente que os problemas tipicamente filosóficos não podem ser resolvidos por observação e experimentação. Nãoexperimentos e observações empíricas que possam decidir qual seria a noção de “direitos humanos” mais adequada do ponto de vista da razão. O mesmo vale para outras noções, tais como “liberdade”, “justiça” ou “falta moral”. Não há como resolver em laboratório questões como: “quando tem início o ser humano?”, “os animais podem ser sujeitos de direitos?”, “em que medida o Estado pode interferir na vida dos cidadãos?”, “As entidades microscópicas postuladas pelas ciências têm o mesmo grau de realidade que os objetos da nossa experiência cotidiana (pessoas, animais, mesas, cadeiras, etc.)?”. Em resumo, quando um tópico é defendido ou criticado com argumentos racionais, e essa defesa ou ataque não pode contar com observações e experimentos para a sua solução, estamos diante de um debate filosófico.(...)” (extraído com modificações http://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia). (VER)Etimologia - A palavra "filosofia" (do grego) é uma composição de duas palavras: philos (φίλος) e sophia (σοφία). Philos é uma derivação de philia (φιλία) que significa amizade, amor fraterno e respeito entre os iguais; e sophia significa sabedoria ou simplesmente saber. Filosofia significa, portanto, amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber; e o filósofo, por sua vez, seria aquele que ama e busca a sabedoria, tem amizade pelo saber, deseja saber. Os métodos da filosofia - Os trabalhos filosóficos são realizados mediante técnicas e procedimentos que integram os cânones do pensamento racional. Tradicionalmente, a filosofia destaca e privilegia a argumentação lógica, como a ferramenta por excelência da apresentação e discussão de teorias filosóficas. A argumentação lógica está associada a dois elementos importantes: a articulação rigorosa dos conceitos e a correta concatenação das premissas e conclusões, de modo que essas últimas sejam derivações incontestáveis das primeiras. Toda a ideia filosófica relevante é inevitavelmente submetida a escrutínio crítico; e a presença de falhas na argumentação é frequentemente o primeiro alvo das críticas. Desse modo, o destino de uma tese qualquer que não esteja amparada por argumentos sólidos e convincentes será, frequentemente, a severa rejeição por parte da comunidade filosófica. Disciplinas filosóficas - A filosofia é geralmente dividida em áreas de investigação específica. As áreas tradicionais da filosofia são as seguintes: 1 - Epistemologia ou teoria do conhecimento: é a área da filosofia que estuda a natureza do conhecimento, sua origem e seus limites. Dessa forma, entre as questões típicas da epistemologia estão: (...) O que podemos conhecer?, Como chegamos a ter conhecimento de algo?. 2 - Ética ou filosofia moral: é a área da filosofia que trata das distinções entre o certo e o errado, entre o bem e o mal. Procura identificar os meios mais adequados para aprimorar a vida moral e para alcançar uma vida moralmente boa. Também no campo da ética dão-se as discussões a respeito dos princípios e das regras morais que norteiam a vida em sociedade, e sobre quais seriam as justificativas racionais para adotar essas regras e princípios. (aqui o autor coloca a ética no mesmo parâmetro da moral ou a junção de ambas, melhor dizendo). 3 - Filosofia da Arte ou Estética: entre as investigações dessa área, encontram-se aquelas sobre a natureza da arte e da experiência estética, sobre como a experiência estética se diferencia de outras formas de experiência, e sobre o próprio conceito de belo. 4 - Lógica: é a área que trata das estruturas formais do raciocínio perfeito – ou seja, daqueles raciocínios cuja conclusão preserva a verdade das premissas (idéias, proposições maiores para a menor, chegando-se a uma conclusão). Na lógica são estudados, portanto, os métodos e princípios que permitem distinguir os raciocínios corretos dos raciocínios incorretos. 5 - Metafísica: ocupa-se da elaboração de teorias sobre a realidade e sobre natureza fundamental de todas as coisas. O objetivo da metafísica é fornecer uma visão abrangente do mundo – uma visão sinóptica (vem de sinopse = resumo, concisão) que reúna em si os diversos aspectos da realidade. Uma das subáreas da metafísica é a ontologia (literalmente, a ciência do "ser"), cujo tema principal é a elaboração de escalas de realidade. Nesse sentido, a ontologia buscaria identificar as entidades básicas ou elementares da realidade e mostrar como essas se relacionam com os demais objetos ou indivíduos - de existência dependente ou derivada. (Modificações do pesquisado em http://pt.wikipedia.org/wiki/Filosofia).
  •  Moral e Ética – Há quem diferencie ética de moral, mas se fará uma opção onde a ética envolve um conjunto normativo na relação do homem no meio social, abrangendo todas as espécies de normas: jurídicas, morais, religiosas e de trato social. Normas são regras que o homem deve seguir no meio social (Rubens Nogueira). A moral é a consciência de um dever, de uma conduta que deve ser praticada e se não a praticar, será reprovado socialmente e, até, internamente (esfera íntima). Tem a ver com o sentimento individual, com a consciência de estar fazendo algo bom ou mau. Porém, entendo que a moral também é construída pelo que a sociedade estabelece e se reflete no âmbito interno do indivíduo, pois o que hoje pode ser moralmente aceito, ontem pode não ter sido. Porém, muitos hoje já têm uma consciência individual de seguir os seus próprios passos, independentemente se a sociedade acha o seu comportamento moralmente aceito ou não. O Direito regula as relações interindividuais. Já Del Vechio entende que a ética se baseia nas ações humanas para graduá-las entre legítimas ou ilegítimas, gradua as ações, reflete-as, se são boas ou más para a vida humana. A ética tem apenas dois aspectos estruturais: Moral e Direito. A moral, para ele, atua nas ações do sujeito, de um comportamento determinado e consequentemente o dever de praticar ou de não praticar um determinado comportamento (há unilateralidade – só tem em vista o próprio indivíduo). E Direito é o praticar ou o não praticar por parte de um sujeito relacionando-se com os outros, em relações (sempre há bilateralidade – dois ou mais indivíduos, cada um com seus direitos e obrigações). Entendo que o comportamento que não se adequa à moral tem apenas uma reprovação social; e o Direito quando é descumprido há uma punição, uma sanção, pois a agressão à sociedade (com relação à lei) e às partes (com relação a um contrato) gerou um dano muito maior e socialmente relevante, que necessitou ser transformada em um Direito (norma jurídica), a ser protegida pelo Estado, tornando-se imperativa e coercitiva. A religião é um conjunto de crenças e de regras de conduta estabelecidas geralmente em um determinado escrito (como também pode ser transmitido oralmente). E as normas de trato social abrangem as demais regras de conduta no meio social ou em um ambiente determinado como decoro, cortesia, etiqueta e moda. Ainda, para alguns, os princípios do direito estão acima da norma e não são considerados imperativos, coercitivos, apenas orientadores e diretivos. Entretanto, defendo (como outros também) que os princípios fazem parte da norma jurídica, onde esta se biparte em: princípios e regras jurídicas. Os princípios são o fundamento de toda a norma jurídica e estão “incrustadas” no inconsciente do ser humano, e tem validade universal, como o princípio da sobrevivência humana, intimamente ligado ao princípio de respeito à vida e da dignidade da pessoa. E a regra jurídica é aquela elaborada pelo homem pelos meios formais legislativos ou pelos usos e costumes.
c)      Direito – Esse vocábulo tem diversos significados. Na área jurídica, que é a que iremos trabalhar TAMBÉM, extraem-se diversos entendimentos. Mas há primeiro que se ter uma ideia de que o DIREITO é um ramo da ciência, pois nele tem métodos, instrumentos verbais e significação próprios, usando termos que em outros ramos tem um determinado conteúdo, mas que no âmbito do DIREITO se revelam de outra forma. Exemplificando, “Prescrição designa, segundo o dicionário popular, um preceito, uma ordem formal, uma determinação, ao passo que, em sentido jurídico, quer dizer perda de uma ação ou de um direito, em virtude do simples decurso do tempo associado à inércia do titular.” (Nogueira, Rubens Nogueira, Curso de Introdução ao Estudo do Direito, José Bushatsky Editor, São Paulo, 1979, pg. 6). Ainda utiliza expressões peculiares como hipoteca, usucapião, etc. Também DIREITO é um conjunto de princípios e regras jurídicas que organizam e regulam toda uma sociedade. Em uma visão mais transcendental e mais correta, porém menos utilizada, DIREITO  é a ciência (aspecto material) e a arte (aspecto imaterial) normativa de estabelecer e manter não só a ordem social humana, como a orde0m do Kosmos, baseando-se nos princípios globais inerentes do ꞌUniversoꞌ ou de Deus, equilibrando toda a natureza existente, inclusive, todos os atores sociais díspares, com o desenvolvimento harmônico dos Quatro Quadrantes do Conhecimento Humano, gerando uma maior integração entre os seres.”(Souza Junior, Adalberto Borges, A Integração do Conhecimento Humano e seus Reflexos sobre os Princípios da Ordem Econômica e Social, J.M. Gráfica e Editora, 2008, pg.54).
d)      Ciência do Direito – Ela tem o seu campo próprio de pesquisa e compreende “... o conhecimento e a elaboração racional dos dados que o direito positivo proporciona. Preocupa-se ela com a interpretação, a integração e a sistematização de um ordenamento jurídico determinado, para a sua justa aplicação.”(Mesma obra de Nogueira, Rubens Nogueira, pg. 11). Porém, no Brasil, há muita falta de sintonia do Direito com o seu método preconizado teoricamente. Os legisladores inúmeras vezes destoam das técnicas legislativas, como a colocação de matérias totalmente diversas do que a Justificativa da Lei indica, por conveniências políticas e oportunismos, tendo o Judiciário compactuado com isso, dando validade a tais leis; decisões políticas sobre determinadas Ações, especialmente contra o Estado (União Federal, Estados-Membros e Municípios), onde se analisa mais o aspecto da capacidade financeira e as pressões políticas para decisões que não impliquem um prejuízo de grande monta para os cofres públicos, dentre outros motivos. Isto joga por terra toda o arcabouço jurídico pregado pelos operadores do Direito.
e)      Filosofia do Direito – “Investiga a essência (ontologia), a origem (etiologia) e a finalidade (teleologia) supremas do fenômeno jurídico. (...) A Filosofia do Direito procura atingir o conhecimento primário e universal do Direito, a um saber jurídico não apoiado em nenhum outro anterior e que sirva de fundamento a toda Ciência Jurídica.”(Mesma obra de Nogueira, Rubens Nogueira, pg. 15/16). A Filosofia do Direito ou Jusfilosofia, “(...) além de investigar os fundamentos conceituais do Direito, se ocupa de questões fundamentais como a relativa aos elementos constitutivos do Direito; a indagação se o Direito se compõe de norma e se é a expressão da vontade do Estado; se a coação faz parte da essência do Direito; se a lei injusta é Direito e, como tal, obrigatória; se a efetividade é essencial à validade do Direito, etc. (Paulo Nader, Filosofia do Direito. Rio de Janeiro, Forense, 2003, p. 12).
EXERCÍCIOS:

1         - Qual a diferença entre ciência e filosofia?
2         - Quais são os pontos principais que se baseia o estudo da filosofia?
3         - Defina o que é ética e moral e diga qual é a sua diferença.
4         - Diga o que é DIREITO e dê uma definição SUA.
5         - O que é Filosofia do Direito e Ciência do Direito?